A exposição “Árvores” é o nono e último momento do ciclo Reação em Cadeia. As obras selecionadas permitem acompanhar o movimento de trabalho de Ângelo de Sousa.
Ângelo de Sousa começou a desenhar figuras que se assemelhavam a árvores em 1958. As obras selecionadas para esta exposição permitem acompanhar o movimento que levou a cabo entre as árvores do final dos anos 1950 – virtuosas representações, algumas delas bastante detalhadas – e as “árvores” da viragem do século – massas grumosas, como raízes nodulares ou como tubérculos que se verticalizam na altura da página A5, modelados de forma irreal pela ponta angulosa de uma caneta flomaster. Pelo meio, um ror de declinações, variações e alternativas que, juntas, configuram o grande e singular mapa da “árvore” aos olhos do artista.
Esta exposição é o nono e último momento do ciclo Reação em Cadeia, uma colaboração entre a Fidelidade Arte e a Culturgest, que propôs aos artistas participantes a escolha do artista sucessor. Com curadoria de Delfim Sardo (2019–2020) e Bruno Marchand (2020–2022), o ciclo implicou uma adequação dos projetos expositivos às caraterísticas dos espaços que ocupou, a saber, a Fidelidade Arte, no Chiado, em Lisboa, e a Culturgest, nos Aliados, no Porto.
Ângelo de Sousa: Árvores
Curadoria de Bruno Marchand
De 10 de dezembro de 2021 a 04 de abril de 2022

Sobre o Artista
Ângelo De Sousa
Lourenço Marques, 1938 – Porto, 2011
Viveu e trabalhou na cidade do Porto desde 1955. Pintura, fotografia, filme, escultura, desenho e instalação, modelam o seu discurso artístico, num original entendimento processual que valoriza o caráter experimental da prática artística. Assim, no seu percurso são fundamentais a serialidade, a repetição e a simplicidade estrutural na análise dos elementos formais e estruturais constitutivos de um discurso plástico que resulta quase sempre minimal.Realizou a sua primeira exposição em 1959, na Galeria Divulgação, no Porto, ao lado de Almada Negreiros. Em 1977, é um dos artistas selecionados por Ernesto de Sousa para participar na exposição Alternativa Zero. Em 1993, a Fundação de Serralves organizou uma exposição antológica do seu trabalho de pintura e desenho e, em 2001, do seu trabalho de fotografia e cinema. Em 2008, Ângelo de Sousa representa Portugal na 11ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, em parceria com Eduardo Souto Moura. Em 1975, é galardoado com o Prémio Internacional (ex aequo) da 13ª Bienal de São Paulo, em 1986, com o Prémio de Pintura da 3ª Exposição de Artes Plásticas da FCG e, em 2000, recebe o Grande Prémio EDP.