A colaboração artística entre a Fidelidade Arte e a Culturgest tem quase vinte anos. Desde 2006, sucederam-se, no espírito desta parceria, quatro ciclos de exposições em que se apresentaram os trabalhos de cerca de oitenta autores nacionais e internacionais. A herança dessas presenças e a pausa que nesta colaboração agora se anuncia foram dois dos fatores que instigaram o derradeiro projeto que trazemos às galerias do número 8 do Largo do Chiado.
Trégua é uma obra conjunta de André Maranha, Diogo Alvim e Renato Ferrão. Desafiados a conceberem um projeto para este espaço e para este momento particulares, a sua proposta ganhou a forma de um ambiente. Ao invés de uma ocupação material daquelas salas, Trégua convoca a memória dos seus inúmeros usos para dela fazer um palimpsesto de vozes: o sopro intangível dos seus ecos a presentificar uma retirada.
TRÉGUA
Curadoria de Bruno Marchand
De 07 de novembro de 2025 a 6 de fevereiro de 2026




Sobre os autores
Diogo Alvim trabalha na fronteira entre a música e as artes sonoras, explorando as suas interações com a arquitetura, os contextos específicos, e as outras artes. Formou-se em arquitetura e composição em Lisboa e, em 2016, terminou um doutoramento no Sonic Arts
Research Center, em Belfast, sobre as relações entre música e arquitetura. Leciona Artes Sonoras e Projeto de Mestrado na ESAD (Caldas da Rainha) e é investigador integrado do CESEM (Centro de Estudos em Música), FCSH-NOVA. Colabora regularmente com outros artistas em produções tão diversas como instalações, vídeo, dança, performance, percursos performativos, e outros projetos híbridos. diogoalvim.com
Renato Ferrão vive e trabalha no Porto. Frequentou Artes Plásticas – Escultura na FBAUP entre 1995 e 2000. Foi cofundador do espaço Salão Olímpico (2003–2006) e recebeu o Prémio de Artes Plásticas União Latina em 2011. O seu trabalho tem sido apresentado em diversas exposições individuais e coletivas. A sua prática cruza escultura, instalação e narrativa visual, experimentando, entre outras, a relação entre luz, tempo e perceção, num campo de equilíbrio instável entre controlo e acaso.
André Maranha, Figueira da Foz, 1966